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Câmaras
de tortura chinesas Isso não pode continuar!
Participe desta campanha.
Nota
da redação:
Por várias vezes a redação do Bacaninha
recebeu denúncias sobra a tortura macabra de ursos
na China. A história parecia tão horrenda que
sempre acreditamos tratar-se de mais uma lenda urbana
(aquelas falsas histórias alarmistas que circulam pela
Internet). Tudo mudou quando tivemos acesso à reportagem
TORTURA CHINESA, publicada na edição
1778 da revista VEJA. O Bacaninha não poderia ficar
inerte perante estas atrocidades e resolvemos fazer uma campanha
para ajudar a acabar com isso. O texto abaixo pode parecer
longo, mas vale a pena ler tudo. A sua participação
é fundamental. ATENÇÃO:
O texto abaixo é perturbador e sua leitura e a visualização
das fotos não é aconselhada para menores e pessoas
sensíveis.
Durante
os anos de 1999 e 2000 o World Society for the Protection
of Animals (WSPA) conduziu uma investigação
nas fazendas de ursos da China. A investigação
descobriu como estas fazendas espalhadas por todo o país
(veja o mapa ao lado) mutilam cirurgicamente ursos que são
ordenhados diariamente para a extração
da bile (líquido produzido no fígado).
Estes
animais são vítimas de uma das mais cruéis
torturas que se tem notícia e o governo da China se
mantém indiferente a esta questão, uma vez que
as fazendas são, em sua maioria, estatais e o governo
tem interesse direto nos lucros gerados por elas.
Curandeirismo:
Nos últimos 3.000 anos a medicina oriental chinesa
tem receitado produtos derivados da bile dos ursos para fins
medicinais. A bile contém uma substância clínica
chamada ácido UrsoDeoxyCholic que quando ingerida,
acredita-se ser eficaz para a redução de febres
e inflamações. Estes resultados não são
comprovados por pesquisas científicas mas, a crendice
e a ignorância do povo chinês, fez com que a demanda
pelo produto crescesse sem parar. Hoje existem oficialmente
247 fazendas de ursos na China, onde são criados
cerca de 7.000 animais mantidos em pequenas jaulas durante
toda a sua vida, que deveria ser de 30 anos e cai para 10
anos devido aos maus tratos sofridos pelos animais.
Em
média, as jaulas têm apenas 80 centímetros
de largura e 1,3 metros de comprimento. Neste espaço,
um urso mal pode mover-se. Como o piso das jaulas é
feito de barras de ferro, os ursos não podem sequer
ficar em pé ou em uma posição confortável.
No inverno, na temporada em que os ursos deveriam hibernar
naturalmente, os administradores forçam os ursos à
variações climáticas abruptas, expondo-os
a temperaturas de até -30ºC e posteriormente a
+30C para que o choque térmico não permita que
eles entrem em hibernação, o que causaria uma
queda no faturamento.
Nas
fazendas os ursos são mal alimentados com uma dieta
de farelo de milho, tomates e açúcar misturado
com água. Esta dieta é pobre em vitaminas e
sais minerais, o que causa sérios danos aos animais.
Os ursos
são tirados de suas mães aos 3 meses de idade.
Os filhotes são mantidos juntos, na mesma jaula, para
economizar espaço até a idade de um ano e meio.

Assim que
atingem o tamanho de um adulto, a extração de
bile começa. Os ursos são transferidos para uma
jaula individual extremamente pequena, que não permite
que eles se movimentem. Os fazendeiros chineses chamam o processo
de extração da bile de ordenha. A
ordenha é feita duas vezes ao dia. O processo
é extremamente doloroso e os animais urram de dor. A
dor é tanta que alguns mordem as próprias patas
e as barras das jaulas. Em todas as fazendas visitadas os ursos
tinham vários ferimentos em várias partes do corpo,
causados pela fricção com as grades das jaulas
e pelos castigos infligidos pelos fazendeiros aos
ursos que não se comportam bem.
Entre
os cinco e dez anos de idade os ursos param de produzir bile.
Nestes casos, eles são colocados em outras jaulas até
que morram de doenças ou de fome.
O método de extração da bile não
é o mesmo em todas as fazendas. Porém, em todos
os casos uma cirurgia precária é feita no animal,
abrindo o abdômen, onde um tubo plástico ou metálico
é inserido para que a bile possa escorrer por ele,
sendo depositada em um recipiente que fica embaixo da jaula.
A
falta da bile no organismo do urso impede que o animal tenha
uma digestão normal. Na média, para cada urso
sobrevivente, um outro morreu de infecção. Aqueles
que sobrevivem são condenados a uma tortura interminável.
Alguns animais sofrem tanto no processo que desenvolvem o
hábito de bater suas cabeças contra as grades
até ficarem inconscientes.
Existem
muitas alternatives à bile de urso no mercado. O ácido
UrsoDeoxyCholic pode ser sintetizado em laboratório
sem ser necessário o sacrifício de nenhum animal.
Os próprios médicos chineses admitem que existem
pelo menos outras 75 alternativas naturais (produtos vegetais)
que contém este ácido e poderiam ser utilizadas.
O
que você pode fazer
Pode parecer
que somos incapazes de fazer qualquer coisa para acabar com
esta situação. Porém, se cada um fizer
um pouquinho, juntos faremos muito. Veja abaixo
como você pode ajudar:
1-
Boicote todo e qualquer
produto fabricado na China. Considere também não
comprar qualquer produto que seja vendido em lojas que tenham
produtos chineses nos seus estoques.
2-
Muitas empresas multinacionais têm vergonha de estampar
um Made in China nos seus produtos acabados, mas
continuam fabricando peças para a montagem destes mesmos
produtos na China. Certifique-se
que as empresas que fabricam os produtos que você consome
não têm qualquer tipo de negócio na China.
3-
Avise a todos que você
conhece a respeito deste artigo. Todo mundo tem que ficar
sabendo a respeito desta aberração. Utilize
o formulário abaixo para enviar este artigo para todos
os seus amigos e conhecidos. Não custa nada e é
rapidinho. Os ursos da China contam com a sua ajuda!
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