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Havia,
em uma aldeia indígena, um jovem
índio que sempre causava problemas.
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Era irriquieto, explosivo, sempre
metido em brigas e confusões.
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Como aquela era uma aldeia pacífica
e os conflitos eram resolvidos por
uma espécie de assembléia entre
os mais velhos, foi decidido que o
rapaz deveria ter uma conversa
séria com o velho e sábio
conselheiro da tribo.
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Assim decidido, o rapaz foi chamado
diante do ancião.
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O mesmo convidou o rapaz a sentar-
se diante dele e passou a fitá-lo
calmamente.
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Depois de alguns minutos, disse:
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- Você está causando muitos
problemas
à nossa tribo e trazendo-nos
muitas preocupações.
O que tem para falar em sua defesa?
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O jovem, impaciente, respondeu:
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- Eu sou o que sou! Não consigo
mudar!
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- O velho índio ficou calado
por mais
alguns minutos e disse:
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- Apesar da minha idade, também
tenho
conflitos internos.
Dentro de mim existem dois cachorros:
um deles é cruel e mau, o outro é
passivo e muito bom.
E os dois estão sempre brigando...
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O jovem índio, intrigado com
o que
tinha escutado, perguntou:
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- E qual dos dois cachorros, diante
de uma disputa, ganharia a briga?
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O sábio índio parou, olhou
bondosamente para àquele jovem
à sua frente, e respondeu:
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- Aquele que eu alimento!
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