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Há
muitos anos, quando eu
trabalhava como voluntário
em um hospital, eu vim
a conhecer uma menina,
Marina, que sofria de
uma terrível e
rara doença.
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A
única chance de
recuperação
para ela parecia ser através
de uma transfusão
de sangue do irmão
dela que, milagrosamente,
tinha sobrevivido à
mesma doença e
parecia ter, então,
desenvolvido anticorpos
necessários para
combatê-la.
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O
médico explicou
toda a situação
para o garoto e perguntou
se ele aceitava doar o
sangue dele para a irmã.
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Eu
vi ele hesitar um pouco,
mas depois de uma profunda
respiração,
ele disse:
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"Tá
certo, eu topo, já
que é para salvá-la..."
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À
medida que a transfusão
foi progredindo, ele estava
deitado na cama ao lado
da cama da irmã,
e sorria, assim como nós
também, ao ver
as bochechas dela voltarem
a ter cor.
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De
repente, o sorriso dele
desapareceu e ele empalideceu.
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Ele
olhou para o médico
e perguntou com voz trêmula:
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"Eu
vou começar a morrer
logo, logo, doutor?"
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Por
ser tão pequeno
e novo, o menino tinha
interpretado mal as palavras
do médico, pois
ele pensou que teria que
dar todo o sangue dele
para salvar a irmã!
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Por
que quando criança
somos capazes de grande
gestos e com o passar
da idade passamos a ser
cada vez mais egoístas
e arrumamos desculpas
para justificarmos os
nossos atos e omissões?
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Pense
nisso pois, compreensão,
atitude, generosidade,
doação,
amor, são coisas
que nos fazem realmente
seres humanos.
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