 |
 |
Os
descendentes de Jacó, os israelitas, tiveram muitos filhos
e aumentaram tanto, que se tornaram poderosos.
E eles se espalharam por todo o Egito.
Depois o Egito teve um novo rei que não
sabia nada a respeito de José.
Ele disse ao seu povo:
"Vejam, o povo de Israel é
forte e está aumentando mais depressa do que nós.
Em caso de guerra, eles poderiam se unir com os nossos inimigos,
lutariam contra nós e sairiam do país. Precisamos
achar um jeito de não deixar que eles se tornem ainda
mais numerosos.
Por isso, os egípcios puseram feitores
para maltratar os israelitas com trabalhos pesados.
E assim, os israelitas construíram
as cidades de Pittom e Ramessés, onde o rei do Egito
guardava as colheitas de cereais.
Porém, quanto mais os egípcios
maltratavam os israelitas, tanto mais eles aumentavam.
Os egípcios ficaram com medo deles
e os tornaram escravos, tratando-os com brutalidade.
Fizeram que a vida deles se tornasse amarga,
obrigando-os a fazer trabalhos pesados na fabricação
de tijolos, nas construções e nas plantações.
Em todos os serviços que os israelitas
faziam, eles eram tratados com crueldade.
O rei do Egito deu a Sifrá e a
Pua, que eram parteiras das mulheres israelitas, a seguinte
ordem:
"Quando vocês forem ajudar
as mulheres israelitas nos seus partos, façam o seguinte:
se nascer um menino, matem; mas, se nascer uma menina, deixem
que viva.
Porém, as parteiras temiam a Deus
e não fizeram o que o rei do Egito havia mandado.
Ao contrário, deixaram que os meninos
vivessem.
Então, o rei mandou chamar as parteiras
e perguntou:
"Por que vocês estão
fazendo isso?
Por que estão deixando que os meninos vivam?"
E elas responderam:
"É que as mulheres israelitas
não são como as egípcias. Elas dão
à luz com facilidade, e as crianças nascem antes
que a parteira chegue."
As parteiras temiam a Deus, e por isso
ele foi bom para elas e fez que tivessem as suas próprias
famílias.
E o povo de Israel aumentou e se tornou
muito forte.
Então, o rei deu a seguinte ordem
a todo o seu povo:
"Joguem no rio Nilo todos os meninos
israelitas que nasceram, mas deixem que todas as meninas vivam.
Um homem e uma mulher da tribo de Levi se casaram.
A mulher ficou grávida e deu à
luz um filho.
Ela viu que o menino era muito bonito
e então o escondeu durante três meses.
Como não podia escondê-lo
por mais tempo, ela foi até a beira do rio, pegou uma
cesta, colocou o garoto dentro e largou-o no rio, entre os juncos.
A irmã do menino ficou olhando
de longe, para ver o que ia acontecer com ele.
A filha do rei do Egito foi até
o rio, onde sempre se banhava e, enquanto estava tomando banho,
as suas empregadas passeavam ali pela margem.
De repente, ela viu a cesta no meio da
moita de juncos e mandou que uma das suas escravas fosse buscá-la.
A princesa abriu a cesta e viu um bebê
chorando.
Ela ficou com muita pena dele, e disse:
"Este é um bebê israelita."
Então, a irmã da criança,
que havia seguido o cesto, perguntou à princesa:
"Quer que eu vá chamar uma
mulher israelita para amamentar e criar esta criança
para a senhora?"
"Vá!" - respondeu a princesa.
Então, a moça foi e trouxe
a própria mãe do menino.
Aí a princesa lhe disse:
"Leve este menino e o crie para mim,
que eu pagarei pelo seu trabalho."
A mulher levou o menino e o criou.
Quando ele já estava grande, ela
o levou à filha do rei, que o adotou como filho.
Ela pôs nele o nome de Moisés,
e disse:
"Eu o tirei da água."
 |
|
|
|
 |
|